Agentes da CPT da região Nordeste iniciam curso de formação em Educação e Diversidade Camponesa




Cerca de 30 agentes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que atuam nos estados da Bahia, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, iniciaram hoje (10) a primeira etapa do Curso Nacional de Formação em Educação e Diversidade Camponesa do Polo Nordeste. O curso é realizado pela CPT em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e acontece no Espaço Plural da Univasf, localizado em Juazeiro.

Com carga horária de 324 horas e grade curricular composta por 11 disciplinas, o curso conta com professores/as da Univasf, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e de organizações populares como a CPT e a Associação de Advogados/as dos Trabalhadores/as Rurais da Bahia (AATR).


A agente pastoral da CPT Nordeste 2 e integrante da Comissão Nacional de Formação da entidade, Vanúbia Martins, destaca que a formação dos/as agentes é um processo contínuo. “É um curso que tem conteúdos que são próprios da CPT, tem a história da formação do campesinato no Brasil, mas também a metodologia do ser CPT, para que possamos ter mais formadores nas bases, nas equipes, no país inteiro”, ressalta.

A primeira disciplina do curso é História das Lutas Camponesas, ministrada pela professora de direito agrário da UFBA e assessora da CPT, Tatiana Gomes, e o integrante da AATR Maurício Correia. Para Gomes, esta é uma iniciativa muito relevante pois articula organizações populares e o saber acadêmico. “Possibilita que o espaço da universidade seja arejado por outros sujeitos e atores que tradicionalmente não estão nestes espaços”, comenta a professora.

Texto e fotos: Comunicação CPT Juazeiro


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

“Nós vamos ficar com a morte e a doença”: Em Sento Sé (BA), comunidades ribeirinhas temem empreendimento de mineração

Centenas de famílias estão na rua após despejos violentos em acampamentos do MST

Mineração: uso de explosivos aterroriza comunidade de Angico dos Dias