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Mostrando postagens de 2013

COMPLEXIDADE DA CONJUNTURA AGRÁRIA É TEMA DE SEMINÁRIO

A conjuntura agrária baiana e brasileira é pauta do Seminário Estadual por Terra, Território e Soberania Alimentar - Semeando Unidade, Colhendo Liberdade!,  que aconteceu na cidade de Feira de Santana - BA, no Centro Diocesano do Papagaio, de 13 a 15 de dezembro de 2013, reunindo  movimentos sociais,  povos e comunidades tradicionais e organizações populares.
A construção desse espaço foi motivada pela necessidade de uma reflexão conjunta, dada a complexidade da questão agrária baiana e brasileira, mas também o esforço de mapear e fortalecer as estratégias unitárias de enfrentamento na Bahia, viabilizando trocas de experiências entre as diversas lutas e pautas.




BAHIA: MAIS VAZAMENTOS DE URÂNIO DAS INDÚSTRIAS NUCLEARES DO BRASIL

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Mais um ano amargo para o Programa Nuclear Brasileiro. O balanço 2013 é mesmo degradante, encerrando com vazamentos de licor radioativo, de contaminantes químicos, supressão de vegetação e baixa produção em sua unidade industrial de Caetité, na Bahia, onde uma mineração de urânio dá inicio ao ciclo de produção de energia nuclear. Crimes ambientais e trabalhistas, constatados e denunciados, ao longo do ano, aos órgãos responsáveis pela fiscalização continuam impunes.

RURALISTAS INSTALAM COMISSÃO DA PEC 215 SOB GRITOS DE “ASSASSINOS!”

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Sob gritos de “Assassinos! Assassinos!”, deputados ruralistas instalaram na noite desta terça (10), Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Comissão Especial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215.A medida visa transferir do Executivo para o Legislativo a aprovação da demarcação das terras indígenas, quilombolas e áreas de proteção ambiental. Nesta quarta, às 14 horas, ocorrerá a primeira sessão da comissão para a nomeação da mesa diretora.
A comissão poderá ter Omar Serraglio (PMDB/PR) como relator. O ruralista foi o relator da PEC 215 enquanto ela tramitava pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sendo levada à mesa diretora com parecer favorável de Serraglio e também sob protestos dos povos indígenas e quilombolas.

CPT BAHIA: PRIORIDADE É TERRA E TERRITÓRIO

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A CPT BA encerra Conselho Regional elegendo com prioridade para o ano de 2014 a questão da terra e território. A formação, articulação com movimentos e entidades e a comunicação foram as estratégias escolhidas para orientar os trabalhos do próximo ano.
 O Conselho da CPT, que reuniu 44 pessoas, entre agentes da CPT e representantes dos trabalhadores e trabalhadoras rurais das várias regiões do estado da Bahia, foi realizado entre os dias 02 e 06 de dezembro, no distrito de Aritaguá, Ilhéus – BA, local que será atingido pelas obras do Complexo Intermodal Porto Sul, do qual faz parte o Terminal Marítimo da empresa Bahia Mineração.



RURALISTAS BUSCAM CRIAR COMISSÃO PARA DESREGULAR LEGISLAÇÃO DE AGROTÓXICOS

O governo brasileiro pretende criar uma comissão técnica para analisar e registrar novos agrotóxicos. A medida ocorre por pressão dos setores do agronegócio, principalmente das grandes empresas que lucram com a venda desses produtos no país e da bancada ruralista.

Atualmente, a avaliação de agrotóxicos ocorre em conjunto: o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) avalia a eficiência agronômica do produto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os efeitos à saúde humana e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) os impactos ambientais.

MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE DA CPT-BA AO POVO TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA E DE REPÚDIO À POLÍTICA ANTI-INDÍGENA DO GOVERNO BRASILERO

A Comissão Pastoral da Terra – Bahia (CPT/BA), reunida em seu Conselho Regional, com a participação de 44 pessoas, entre membros da CPT e representantes dos trabalhadores e trabalhadoras rurais das várias regiões do Estado da Bahia, entre 02 e 06 de dezembro de 2013, na Vila Paraíso do Atlântico, no município de Ilhéus, tomou conhecimento da situação de perseguição e violência sofrida pelo povo Tupinambá de Olivença. Manifestamos aqui nossa irrestrita solidariedade à resistência e luta deste bravo e aguerrido Povo, ao mesmo tempo em que repudiamos a postura irresponsável e criminosa do governo brasileiro que, tantos séculos depois, continua a promover o extermínio de Povos Indígenas.

De joelhos, submisso ao agronegócio, confirma o governo da Presidente Dilma Rousseff sua opção anti-indígena. Foi o que menos demarcou terras indígenas e o que mais avançou, em conluio com setores majoritários do Congresso Nacional, na restrição ou supressão de direitos indígenas, por meio de …

DAVID HARVEY: “URBANIZAÇÃO INCOMPLETA É ESTRATÉGIA DO CAPITAL”

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Com a usual camisa vermelha, o sorriso miúdo e uma calma que contrasta com sua densa teoria crítica, o geógrafo britânico marxista David Harvey se preparava para uma palestra que lotaria neste sábado (23/11) o Teatro Rival, no Centro do Rio de Janeiro. Considerado um dos maiores pensadores da atualidade, ele recebeu o Canal Ibase uma hora antes do início de sua fala e não deixou pergunta alguma sem resposta. Harvey, que está no Brasil para o lançamento do livro “Os limites do capital” em português, pela Boitempo, desafia o coro dos contentes sem qualquer bravata. Age assim porque vê um mundo com cada vez menos gente satisfeita com os rumos do capitalismo. Sem palavras de ordem e dispensando clichês, o geógrafo diz que há uma atmosfera para se criar um grande movimento anticapitalista. Ele vislumbra uma convergência entre os protestos no Brasil, a revolta da Praça Tahrir (na Tunísia) e outras manifestações internacionais : “Atualmente, quando um presidente diz ‘o país está indo muito be…

A ESCRAVIDÃO E O IRMÃO DE KÁTIA ABREU

A Folha de segunda-feira (11) trouxe uma matéria que deixará a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) bastante irritada, à beira de um ataque de nervos. Luiz Alfredo Feresin de Abreu, irmão da presidenta da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), é acusado de explorar trabalho escravo. Segundo a reportagem, "uma equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho registrou indícios de trabalho semelhante à escravidão na fazenda do advogado", no município de Vila Rica, no nordeste do Mato Grosso. A líder da bancada ruralista no Congresso Nacional, que também é colunista da Folha, agora será obrigada a dar novamente explicações sobre as graves denúncias.

ENQUANTO O TREM NÃO PASSA

Documentário produzido pela Mídia Ninja trata dos impactos e devastação da mineração em terras brasileiras. 

NOTA PÚBLICA DA ASSEMBLEIA DIOCESANA DE JUAZEIRO SOBRE AS AÇÕES DE CONVIVÊNCIA COM A SECA

A seca vivida por nossa população, mesmo já não tendo a fome, a sede, as migrações, os saques e tantos fatos horríveis como há trinta anos, ainda traz muitos sofrimentos, às pessoas e aos animais.
Mesmo melhor, estamos longe de uma solução mais estruturante para nossos problemas quando acontecem as longas estiagens. Ainda há também muito sofrimento humano diante da falta de água e da necessidade de buscá-la mais longe e a um custo muito maior.
Por isso, é preocupante que as poucas obras estruturantes que estão sendo feitas em nossa região estejam abandonadas. Estamos falando, sobretudo, das adutoras iniciadas e não concluídas nos municípios de Remanso, Casa Nova, Sento Sé, Curaçá, Juazeiro e Pilão Arcado. Essas obras do programa “Água para Todos”, de responsabilidade da CODEVASF, já deveriam estar concluídas e servindo as comunidades de destino, mas estão paralisadas, faltando pouco para concluí-las, enquanto as comunidades que deveriam ser beneficiadas penam para ter água para as famíl…

CARTA DA FOZ

Há 20 anos, no dia 04 de outubro de 1993, chegávamos aqui à foz do Rio do São Francisco, depois de um ano em peregrinação pelas barrancas, ilhas, povoados e cidades do “Velho Chico”. Buscávamos sensibilizar e mobilizar a população ribeirinha em defesa do seu Rio, dom de Deus, cada vez mais degradado, ameaçado, destruído. E chamar as autoridades às suas responsabilidades por esta situação. Voltamos hoje, 15 de novembro de 2013, acompanhados de mais de 600 pessoas, representantes de 62 entidades sociais de toda a Bacia Hidrográfica, em Romaria à Foz, a celebrar – “tornar célebre”, memorável – aquele evento e seus efeitos para o momento atual.
Um olhar sobre estes 20 anos nos inquieta e provoca ainda mais. É certo que muitas ações foram desenvolvidas, houve lutas e resistências, até autoridades agiram… Mas não foi suficiente para impedir o processo de degradação do Rio São Francisco! Antes, o que ocorreu é que este processo se agravou. A ponto de estudos do Centro Nacional d…

A LUTA DOS ATINGIDOS POR MINERAÇÃO

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No Brasil, a atividade de mineração desenvolvida por 52 empresa de grande, médio e pequeno porte já afeta 1 milhão de pessoas. Desse contingente, parcela considerável estaria no Pará em zonas urbanas e, sobretudo, rurais. Isso porque nos últimos 30 anos, dos 32 eventos minerários ocorridos na região amazônica, 31 foram no estado paraense e apenas um no Amapá.
Tal situação já transforma a vida de milhares de agricultores. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no sul e sudeste paraense todos os assentamentos organizados pelo movimento sofrem impactos da mineração.

NOTA PÚBLICA DO FÓRUM DE ENTIDADES POPULARES DE CAMPO ALEGRE DE LOURDES, BAHIA.

MPA SUBSTITUE PLANTAÇÕES TRANSGÊNICAS POR SEMENTES CRIOULAS EM OCUPAÇÃO À UNIDADE DE PESQUISA DA MONSANTO

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Na manhã desta terça-feira (15), cerca de cinco mil camponeses e camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores(MPA)ocuparam a unidade de pesquisa da empresa Monsanto e substituíram um campo experimental de milho transgênico plantando sementes crioulas, no distrito de irrigação Nilo Coelho, em Petrolina-PE. A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Soberania Alimentar, que teve início ontem (14) e segue até sexta-feira (18).

De acordo com Maria Kazé, da coordenação nacional do MPA, vários motivos justificam a substituição das sementes plantadas pela Monsanto. "Os donos das sementes do mundo são os camponeses e camponesas, que participaram do processo de transformação da biodiversidade existente. Não aceitamos que nenhuma empresa transnacional se aproprie do nosso patrimônio genético", ressaltou Kazé.
Camponês e poeta, Zé Santana participa da ocupação por compreender que as sementes crioulas são patrimônios da humanidade a serviço dos povos.“É importan…

MPA OCUPA UNIDADE DA MONSANTO EM PETROLINA

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Na manhã desta terça-feira (15) dois mil camponeses e camponesas do Nordeste,organizados/as no Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), ocuparam a 36ª Unidade de Pesquisa da Monsanto no Brasil, localizada no distrito de irrigação Nilo Coelho, em Petrolina-PE. A ocupação acontece como forma de denúncia aos impactos sociais e ambientais trazidos pela empresa, sobretudo com a modificação genética das sementes e a produção de agrotóxicos, que causa danos irreversíveis ao meio ambiente e à saúde humana em todo o planeta.
“A ocupação é uma forma de enfretamento à expansão do agronegócio no Nordeste e o repúdio às ações da Monsanto, empresa que, historicamente,privatiza os bens da natureza e controla o mercado agroalimentar mundial, ameaçando a vida dos camponeses e de toda a humanidade”, destaca Leomárcio Araújo da coordenação do MPA. A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Soberania Alimentar, que teve início nesta segunda-feira (14) e segue até sexta (18). Amanhã,…

O PROGRAMA DE RÁDIO "A VOZ DO VELHO CHICO" AGORA ESTÁ NA INTERNET

Agora enquanto trabalha ou navega pela rede mundial de computadores você pode ouvir o programa A Voz do Velho Chico, produzido pelas pastorais sociais da Diocese de Juazeiro (BA), desde os anos de 1980.  Nesta primeira edição que cai na rede, temos a participação da Pastoral da Mulher, falando sobre tráfico humano.  
Semanal, o programa vai ao ar  pela Grande Rio AM de Petrolina, todo domingo, às sete da manhã. 
A Voz do Velho Chico é o programa que conta a verdadeira história do povo do Vale do São Francisco.  




SPOT´s PRODUZIDOS PELO MPA DENUNCIAM OS MALES DO AGRONEGÓCIO NO VALE DO SÃO FRANCISCO

Baixe e/ou compartilhe o material radiofônico produzido pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) que denuncia o prejuízo socioambiental causado por grandes empresas do agronegócio instaladas no Vale do São Francisco, como a Monsanto e a Agrovale. As sonoras convidam também para a Audiência Popular a ser realizada no dia 16 de outubro na sede da Codevasf, em Juazeiro.