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Mostrando postagens de Novembro, 2013

DAVID HARVEY: “URBANIZAÇÃO INCOMPLETA É ESTRATÉGIA DO CAPITAL”

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Com a usual camisa vermelha, o sorriso miúdo e uma calma que contrasta com sua densa teoria crítica, o geógrafo britânico marxista David Harvey se preparava para uma palestra que lotaria neste sábado (23/11) o Teatro Rival, no Centro do Rio de Janeiro. Considerado um dos maiores pensadores da atualidade, ele recebeu o Canal Ibase uma hora antes do início de sua fala e não deixou pergunta alguma sem resposta. Harvey, que está no Brasil para o lançamento do livro “Os limites do capital” em português, pela Boitempo, desafia o coro dos contentes sem qualquer bravata. Age assim porque vê um mundo com cada vez menos gente satisfeita com os rumos do capitalismo. Sem palavras de ordem e dispensando clichês, o geógrafo diz que há uma atmosfera para se criar um grande movimento anticapitalista. Ele vislumbra uma convergência entre os protestos no Brasil, a revolta da Praça Tahrir (na Tunísia) e outras manifestações internacionais : “Atualmente, quando um presidente diz ‘o país está indo muito be…

A ESCRAVIDÃO E O IRMÃO DE KÁTIA ABREU

A Folha de segunda-feira (11) trouxe uma matéria que deixará a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) bastante irritada, à beira de um ataque de nervos. Luiz Alfredo Feresin de Abreu, irmão da presidenta da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), é acusado de explorar trabalho escravo. Segundo a reportagem, "uma equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho registrou indícios de trabalho semelhante à escravidão na fazenda do advogado", no município de Vila Rica, no nordeste do Mato Grosso. A líder da bancada ruralista no Congresso Nacional, que também é colunista da Folha, agora será obrigada a dar novamente explicações sobre as graves denúncias.

ENQUANTO O TREM NÃO PASSA

Documentário produzido pela Mídia Ninja trata dos impactos e devastação da mineração em terras brasileiras. 

NOTA PÚBLICA DA ASSEMBLEIA DIOCESANA DE JUAZEIRO SOBRE AS AÇÕES DE CONVIVÊNCIA COM A SECA

A seca vivida por nossa população, mesmo já não tendo a fome, a sede, as migrações, os saques e tantos fatos horríveis como há trinta anos, ainda traz muitos sofrimentos, às pessoas e aos animais.
Mesmo melhor, estamos longe de uma solução mais estruturante para nossos problemas quando acontecem as longas estiagens. Ainda há também muito sofrimento humano diante da falta de água e da necessidade de buscá-la mais longe e a um custo muito maior.
Por isso, é preocupante que as poucas obras estruturantes que estão sendo feitas em nossa região estejam abandonadas. Estamos falando, sobretudo, das adutoras iniciadas e não concluídas nos municípios de Remanso, Casa Nova, Sento Sé, Curaçá, Juazeiro e Pilão Arcado. Essas obras do programa “Água para Todos”, de responsabilidade da CODEVASF, já deveriam estar concluídas e servindo as comunidades de destino, mas estão paralisadas, faltando pouco para concluí-las, enquanto as comunidades que deveriam ser beneficiadas penam para ter água para as famíl…

CARTA DA FOZ

Há 20 anos, no dia 04 de outubro de 1993, chegávamos aqui à foz do Rio do São Francisco, depois de um ano em peregrinação pelas barrancas, ilhas, povoados e cidades do “Velho Chico”. Buscávamos sensibilizar e mobilizar a população ribeirinha em defesa do seu Rio, dom de Deus, cada vez mais degradado, ameaçado, destruído. E chamar as autoridades às suas responsabilidades por esta situação. Voltamos hoje, 15 de novembro de 2013, acompanhados de mais de 600 pessoas, representantes de 62 entidades sociais de toda a Bacia Hidrográfica, em Romaria à Foz, a celebrar – “tornar célebre”, memorável – aquele evento e seus efeitos para o momento atual.
Um olhar sobre estes 20 anos nos inquieta e provoca ainda mais. É certo que muitas ações foram desenvolvidas, houve lutas e resistências, até autoridades agiram… Mas não foi suficiente para impedir o processo de degradação do Rio São Francisco! Antes, o que ocorreu é que este processo se agravou. A ponto de estudos do Centro Nacional d…

A LUTA DOS ATINGIDOS POR MINERAÇÃO

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No Brasil, a atividade de mineração desenvolvida por 52 empresa de grande, médio e pequeno porte já afeta 1 milhão de pessoas. Desse contingente, parcela considerável estaria no Pará em zonas urbanas e, sobretudo, rurais. Isso porque nos últimos 30 anos, dos 32 eventos minerários ocorridos na região amazônica, 31 foram no estado paraense e apenas um no Amapá.
Tal situação já transforma a vida de milhares de agricultores. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no sul e sudeste paraense todos os assentamentos organizados pelo movimento sofrem impactos da mineração.

NOTA PÚBLICA DO FÓRUM DE ENTIDADES POPULARES DE CAMPO ALEGRE DE LOURDES, BAHIA.