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PRESSIONADA POR FAZENDEIROS, PREFEITURA DE SÃO FRANCISCO DO CONDE AMEAÇA COMUNIDADE TRADICIONAL

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A comunidade pesqueira e quilombola Porto de D. João, localizada no município de São Francisco do Conde/BA, desde 2009 sofre violência e criminalização por parte da prefeitura local, que é aliada aos interesses dos grandes fazendeiros da região. Em novembro, o poder público municipal entrou com uma ação junto a justiça federal no intuito de anular a certificação quilombola da comunidade e paralisar o processo de regularização fundiária do INCRA, ação que viola o direito de auto-reconhecimento da comunidade garantido pela Convenção 169 da OIT. Diante dessa situação e do processo que quer exterminar seu povo, a comunidade se manifesta junto com o Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP) em repúdio a esse claro ato de racismo ambiental e em defesa de seu território tradicional. Para conhecer mais sobre a situação da comunidade, assista ao vídeo produzido pelo grupo de pesquisa Geografar (POSGEO/UFBA/CNPq) Confira o manifesto:

EX-ACAMPADO É ASSASSINADO EM RONDÔNIA

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José Antônio Dória dos Santos, conhecido como Zé Minhenga, de 49 anos, foi morto a tiros durante a noite da última terça-feira, 27 de janeiro. Segundo informações do Jornal Rondônia Vip, o crime ocorreu quando a vítima chegava em sua residência, localizada no distrito de Rio Branco, na divisa entre os municípios de Buritis e Campo Novo de Rondônia. "A vítima levou três tiros na cabeça e um na região das costelas, o autor dos disparos não foi identificado. De acordo com a polícia, Zé Minhenga tinha antecedente criminal e era monitorado por tornozeleira eletrônica". Segundo informações da CPT Rondônia, José Antônio era camponês e participou do Acampamento 10 de maio, na fazenda Formosa. Contudo há mais de um ano tinha abandonado a ocupação. Há uma suspeita de que o crime poderia ser uma retaliação às ações dos camponeses do Acampamento 10 de Maio e as denúncias feitas pelos acampados de que PM’s de Buritis estariam realizando segurança particular na fazenda. Entretan...

SE LATIFÚNDIO NÃO EXISTE, POR QUE TANTAS MORTES NO CAMPO?

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Foto: João Zinclar  2014 inverteu a lógica de violên­cia que vinha se mantendo nos últimos anos. Foram seis membros de comuni­dades tradicionais assassinados, con­forme dados preliminares da CPT. A lu­ta organizada desses povos e a atenção midiática que se voltou para suas pautas em todo o mundo pode ter freado a in­vestida do capital contra suas vidas. Em compensação, tal investida voltou-se para os assentados, pequenos proprie­tários, trabalhadores sem-terra, possei­ros e sindicalistas, que perderam 28 mi­litantes nesse ano. Apenas no mês de julho foram 7 as­sassinatos em 4 estados, em somente 20 dias. No mês de agosto foram 4 em uma semana, sendo 3 assassinatos no estado do Mato Grosso. A violência do latifún­dio e do agronegócio contra os povos do campo continua a ameaçar a soberania dos territórios e a luta por direitos huma­nos. A diretoria e a coordenação executi­va nacional da CPT divulgaram Nota Pú­blica com as denúncias de assassinatos e repúdio à onda de violência...

FORTALECER AS ASSOCIAÇÕES DE FUNDO DE PASTO É PRIORIDADE EM PILÃO ARCADO

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  As comunidades de fundo de pasto de Pilão Arcado querem fortalecer suas associações. Isso foi o que ficou definido durante o último encontro do ano desses grupos, realizado entre os dias 10 e 11 de dezembro,  no Centro de Formação da paróquia de Santo Antônio.  Para os participantes  do encontro, as associações de fundo de pasto precisam  de processos de formação. Para eles, a nova  Lei de regularização fundiária estadual, que estabelece até 2018 o prazo para a  autodefinição dos fundos de pasto, pode pressionar as comunidades tradicionais. Assim, quanto mais organizadas estiverem as associações que representam tais comunidades, maior será a luta de enfrentamento as propostas estatais  e do capital privado que prejudicam as famílias camponesas de fundo de pasto.  Assim como outros municípios da área de atuação da Diocese de Juazeiro, Pilão Arcado tem sido alvo constante de grandes empresas. Os setores que mais visam suas terra...

EM AUDIÊNCIA COM DILMA, MST COBRA POLÍTICAS EMERGENCIAIS PARA O CAMPO

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Na tarde desta segunda-feira (15), representantes do MST participaram de uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff para apresentar as principais pautas do Movimento para o novo governo. Durante o encontro, o MST apresentou quatro eixos de propostas  que perpassam o acesso e democratização da terra, o estímulo à produção de alimentos saudáveis, atenção à Educação no Campo, além de reivindicar a criação de novas políticas públicas de infraestrutura de assentamentos, como o PAC da Reforma Agrária.

MAIS DE 200 CONFLITOS SÃO PROVOCADOS POR MINERAÇÃO EM TODA AMÉRICA LATINA

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“A contaminação social é a perda de valores espirituais, éticos, humanistas. Na mineração tudo se compra e se vende, ela é como um dogma”, afirma Cesar Padilla. O encontro latinoamericano de “Igrejas e Mineração” reúne em Brasília mais de 90 pessoas de 13 países de todo o continente. São religiosos, religiosas, leigos e leigas que debatem de 2 a 5 de dezembro, desafios e enfrentamentos frente às atividades de mineração e o impacto nos territórios e meio ambiente. Os participantes do encontro relembraram os mártires mortos em função da mineração. Cesar Padilla, do Observatório de Conflitos de Mineração da América Latina- articulação composta por 40 organizações cujo objetivo é defender comunidades afetadas pela mineração- afirma que estão registrados em todo o continente, mais de 211 conflitos provocados pela mineração, aliado a isso a violação aos direitos humanos e criminalização dos protestos contra os grandes empreendimentos. Para Padilla, as empresas têm perdido as...

JOVENS DISCUTEM RELAÇÕES DE GÊNERO EM CASA NOVA

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Os papéis construídos pela sociedade para homens e mulheres foram discutidos por aproximadamente 40 jovens de quatro comunidades rurais de Casa Nova e Sento Sé.  Os debates aconteceram durante o 3º Encontro da Escola de Formação da Juventude Rural, entre os dias 29 e 30 de novembro, em Casa Nova.  O oficina  contou com a participação de Beth Siqueira, engenheira agrônoma especialista nas questões referentes a gênero. Durante as atividades, os meninos e as meninas refletiram  sobre como o meio social pode condicionar os comportamentos de ambos os sexos, e como isso pode ser motivo para vários desentendimentos  e preconceitos.  Para Juvenal, da comunidade de Riacho de Santo Antônio, "o encontro foi muito bom porque podemos discutir vários assuntos, inclusive como a cultura modela os gêneros".  Os jovens da Escola de Formação da Juventude Rural de Casa Nova  já participaram de oficinas sobre Cultura e Terra e Território. Ainda ...