EM SOBRADINHO, COMUNIDADES SOFREM COM A FALTA D'ÁGUA AO LADO DO MAIOR LAGO DA AMÉRICA LATINA

Apesar de diversas tecnologias de Convivência com o Semiárido que já vem sendo difundidas no município de Sobradinho (BA), neste período de estiagem tem sido visível a necessidade de ampliar a implantação destas, bem como investir em ações estruturantes que garantam água para a produção agropecuária e para consumo humano nas comunidades rurais.

Durante Sessão Especial realizada na Câmara de Vereadores no último dia 26 com o objetivo de discutir os efeitos desta estiagem do município e apontar ações emergenciais e em longo prazo, caprinovinocultores membros de associações Fundo de Pasto lamentaram a situação, ao tempo em que manifestaram uma grande contradição existente no município. “Não justifica Sobradinho ter o segundo maior lago do mundo e a gente não ter água, isso não justifica não”, desabafou José Neto, da comunidade de São João. Concordando, o presidente da Câmara, Gabriel Gomes Farias, registrou que os governos vem investindo na Transposição do Rio São Francisco, enquanto comunidades a 2 Km do lago sobrevivem com carros pipa.

Morador da área urbana, Luiz Alves, acredita que a forma de resolver os governos sabem, mas falta vontade política, compromisso com o povo, por isso os problemas se repetem há centenas de anos. A voz das famílias que vivem no campo seguem no mesmo tom e reivindicam ações eficientes por parte inclusive do poder público municipal, a exemplo de poços, adutoras e água tratada para consumo humano.

Em Sobradinho, muitas famílias que hoje moram na área das Caatingas viviam à beira do Rio São Francisco e com a construção da Barragem na década de 1970 foram relocadas. Hoje, mais de quarenta anos depois, estas comunidades ainda conviverem com problemas relacionados ao acesso à água, à energia e muitas vezes à terra.


A Sessão Especial foi convocada pelo vereador Adilson Ribeiro e contou com a participação de entidades como Irpaa, Sajuc, Associações rurais e EBDA. Na opinião de alguns participantes é preciso ampliar estes espaços e aproveitá-los para aprovar leis e outros recursos que venham a favorecer a população.

Fonte: www.irpaa.org

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