SEMANA DO CERRADO: SEIS EQUIPES SAEM EM MUTIRÃO POR COMUNIDADES DO OESTE DA BAHIA E NORTE DE MINAS




Seis equipes saíram em mutirão na terça-feira, 9 de setembro, para visitar comunidades no Oeste da Bahia e Norte de Minas Gerais. As equipes, compostas por lideranças de comunidades e representantes de entidades e organizações, vão observar as condições de vida das comunidades locais e relatar em encontro as dificuldades enfrentadas de sobrevivência na região.
O mutirão faz parte das atividades da Semana do Cerrado, que está acontecendo desde a segunda-feira e que tem como tema “Cerrado em pé: Do berço das Águas um clamor pela Vida!”.
De acordo com Samuel Britto, da Comissão Pastoral da Terra Centro Oeste, o objetivo é que seja feito um intercâmbio de informações entre os participantes. “As equipes foram divididas de forma que os baianos pudessem conhecer a realidade de Minas e os mineiros a realidade da Bahia. O nosso objetivo é fazer um grande intercâmbio com as informações coletadas”, explica.
Os roteiros passam por comunidade de Correntina e Santa Maria da Vitória; Jaborandi e Coribe; Côcos; Chapada Gaúcha; Manga e Jaíba; Itacarambi e Januária. Após o mutirão, será realizada uma avaliação das atividades no dia 12 de setembro, no município de Côcos.
A Semana do Cerrado será encerrada no sábado, 13 de setembro, com a Primeira Romaria do Cerrado, que foi planejada pelas lideranças das comunidades e entidades da região para celebrar todas as formas de vida e de resistência do Cerrado, mas também para denunciar as mazelas que o projeto do capital tem trazido para a região e para as comunidades centenárias. A Romaria será realizada na cidade de Côcos, a partir das 8h.
O CERRADO
O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2.036.448 km, cerca de 22% do território nacional. A sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas.
Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial hídrico, e contribui para a biodiversidade deste bioma.
Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros, fecheiros e extrativista que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade.

Fonte: CPT Bahia

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