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Mostrando postagens com o rótulo Comunidades Tradicionais

Seminário regional debateu sobre impactos dos parques de energia eólica no Nordeste

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Fortes relatos de quem sente na pele t odas as consequências da instalação dos parques eólicos nos seus territórios de origem e a certeza de não ser viável esse modelo de geração de energia, marcaram o Seminário sobre os impactos ambientais e sociais dos parques eólicos no Nordeste brasileiro. O evento reuniu de 22 a 24 de setembro deste ano, em Juazeiro – BA, cerca de 50 pessoas impactadas pela instalação destes parques, assessores, pesquisadores, estudantes, lideranças comunitárias e representantes de entidades de apoios a organizações e movimentos sociais dos estados da Bahia, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Ceará. O evento teve o objetivo de garantir uma troca de experiências e de articular as comunidades que estão sendo ameaçadas por estes empreendimentos. A intenção é que estas se fortaleçam e agreguem mais força na resistência em torno do avanço de projetos de desenvolvimento nas comunidades rurais, ribeirinhas e litorâneas. Reunidos por estado, os/as particip...

COMUNIDADES TRADICIONAIS DE REMANSO DISCUTEM CONFLITOS AGRÁRIOS NO MUNICÍPIO

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Comunidades rurais de Remanso se reuniram com integrantes do STR e da Comissão Pastoral da Terra para discutir estratégias de organização ante conflitos agrários. O encontro aconteceu no dia 12 de agosto, na sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais.  Dois dias antes da reunião, integrantes do sindicato e da CPT que atua na Diocese de Juazeiro visitaram diferentes comunidades rurais no município.  Durante as visitas, comunidades e organizações parceiras demonstraram preocupações com a lei 12.910/13, que estabelece prazo para autoidentificação de comunidades tradicionais e sua consequente regularização fundiária. Enquanto se organizaram para regularizar seus territórios, em Remanso diversas comunidades têm lutado para defender suas terras de invasores e grileiros. Em Pedra da Onça, por exemplo, comunitários enfrentam uma tentativa de grilagem de sua área de fundo de pasto, comandada por empresários da cidade. Na comunidade do Desterro, a preoc...

CPT- AQUELA QUE NÃO DEVERIA EXISTIR

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Por que um país que diz ter mais de 500 anos ainda arrasta ao longo da história seu pecado original, sem redenção? O traço fundamental da história brasileira é o trato com a natureza e os povos originários, depois também os negros. Para controlar as riquezas e esses povos sempre foi preciso controlar seus territórios. A Lei de Terras de 1850 apenas consolidou o que estava gestado desde o princípio. A disputa pelos territórios indígenas, de negros – despois seus remanescentes –, comunidades tradicionais, uma multidão de sem-terra num pais de 8,5 milhões de k2, atingidos por barragens, por mineração, além de pequenos agricultores sempre agredidos por latifundiários – agora pelo agronegócio -, fazem com que a CPT permaneça há mais de 40 anos no cenário brasileiro. Não é só o passado, é o presente que se projeta para o futuro. Num país civilizado a CPT não teria razão de existir, pelo menos na configuração que tem. Sua existência é a prova dos nove do atraso, do genocídio, d...

CONFLITOS SOCIAIS PESAM NO BOLSO DE MINERADORAS E PETROLEIRAS

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Os conflitos sociais gerados pela exploração de minérios, petróleo e gás estão custando às empresas milhares de milhões de dólares por ano. Uma única companhia registrou custos superiores a US$ 6 bilhões em dois anos, de acordo com a primeira investigação arbitrada sobre o peso econômico desses enfrentamentos para as indústrias extrativistas. O projeto de exploração de ouro Pascua Lama, na fronteira entre Chile e Argentina, consumiu US$ 5,4 bilhões durante dez anos de protestos e irregularidades. A empresa canadense Barrick Gold não extraiu uma única onça de ouro e a obra foi suspensa em abril do ano passado por determinação da justiça chilena.

A LUTA DOS ATINGIDOS POR MINERAÇÃO

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No Brasil, a atividade de mineração desenvolvida por 52 empresa de grande, médio e pequeno porte já afeta 1 milhão de pessoas. No Brasil, a atividade de mineração desenvolvida por 52 empresa de grande, médio e pequeno porte já afeta 1 milhão de pessoas. Desse contingente, parcela considerável estaria no Pará em zonas urbanas e, sobretudo, rurais. Isso porque nos últimos 30 anos, dos 32 eventos minerários ocorridos na região amazônica, 31 foram no estado paraense e apenas um no Amapá. Tal situação já transforma a vida de milhares de agricultores. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no sul e sudeste paraense todos os assentamentos organizados pelo movimento sofrem impactos da mineração.

COMUNIDADES SE ARTICULAM PARA ENFRENTAR AVANÇO DE MINERADORAS NA REGIÃO DE PAULISTANA (PI)

Comunidades rurais da região de Paulistana (PI) se reuniram para discutir estratégias de enfrentamento ao avanço de mineradoras  sobre propriedades de famílias camponesas. A reunião aconteceu em Caititus, povoado de Curral Novo, no último sábado 28.  Com a presença de mais de 80 camponeses e camponesas, o momento serviu também para que os participantes pudessem contar casos de abusos cometidos por funcionários de mineradoras que estão realizando pesquisas na região.  Como o que foi relatado pela agricultura Maria Luzinete Carvalho, moradora do povoado Sítio do Juá, em Curral Novo.  De acordo com a camponesa, empregados de uma empresa mineradora estão tentando coagi-la a vender sua propriedade por um preço abaixo do mercado.  “Eles estão ameaçando a gente. Disseram que, se eu não assinasse o documento de venda da minha terra, iriam chamar a Polícia Federal para colocar a gente para fora”, contou.  Também presente não reunião,...