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Camponeses/as discutem a soberania popular na mineração

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“Útil pra gente é o solo e as mineradoras deixam esse solo degradado, aí não vamos mais ter condições de criar o bode, o cabrito”. A fala é de Josefa Alves, presidente da Associação de Fundo de Pasto do Salgado, em Curaçá-BA, e expressa a preocupação de comunidades tradicionais do semiárido baiano em relação à mineração. Territórios camponeses, a exemplo de fundos e fechos de pasto e quilombolas, estão cada vez mais ameaçados pela exploração mineral, indústria que cresce vertiginosamente no Brasil. Problemas de saúde, desmatamento, rachaduras em casas, invasão cultural, militarização e esgotamento de bens naturais, como nascentes de rios, são alguns dos impactos socioambientais sofridos por quem vive próximo a mineradoras e que foram relatados durante o “Seminário de Impactados/as e Ameaçados/as pela Mineração”. O evento, organização pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) Centro-Norte, aconteceu nos dias 19 e 20 de setembro, em Senhor do Bonfim, e reuniu agricultores/as fami...

INTERCÂMBIO DISCUTE AS CONTRADIÇÕES DO MODELO EMPRESARIAL DE GERAÇÃO DE ENERGIA EÓLICA E SOLAR

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As contradições acerca da geração de energia via aerogeradores e placas solares estiveram no foco do Intercâmbio sobre Energias no Submédio São Francisco, promovido pela Articulação Popular São Francisco Vivo. A atividade ocorreu nos dias 19 e 20 de agosto e contou com a participação de comunidades de fundo pasto. No primeiro dia de atividades, houve visitas a localidades que geram energia a partir do vento e também dos raios solares. A intenção foi conhecer os impactos sobre o modo de vida local. O grupo visitante pôde ouvir de representantes da própria comunidade o que eles consideram benefícios trazidos com a implantação do parque e quais os prejuízos que afetam tanto as/os proprietários/as de terras onde estão instaladas as torres quanto as/os demais moradores/as da comunidade. A primeira experiência foi vista na comunidade de São Pedro, no interior de Sento Sé, que há dois anos hospeda um parque de energia eólica com 104 aerogeradores. Quem comanda o empreendimento...

INDÍGENAS LANÇAM CAMPANHA CONTRA MINERAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE HIDRELÉTRICAS

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A mineração e a construção das hidrelétricas foram classificadas pelos participantes do seminário como ameaças à vida nas aldeias indígenas de Roraima Cerca de 200 participantes do Seminário sobre Mineração e Hidrelétricas em terras indígenas aprovaram a realização de uma campanha abrangendo Brasil, Venezuela e Guiana para impedir a construção de barragens. O seminário começou na última terça-feira, dia 20, e foi encerrado ontem, dia 23, na aldeia Tabalascada, município de Cantá, localizado a cerca de 30 quilômetros de Boa Vista. Os participantes aprovaram também um documento pontuando as principais razões pelas quais rejeitam a construção de barragens e mineração em suas terras. A falta de esclarecimento sobre os impactos ao meio ambiente e às comunidades é a razão principal pela qual os indígenas rejeitam a construção de hidrelétricas em suas terras. “Nós sabemos que parte da nossa terra poderá ser inundada, que vai alagar parte da floresta e matar os animais. Nós não queremos...

CONFLITOS SOCIAIS PESAM NO BOLSO DE MINERADORAS E PETROLEIRAS

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Os conflitos sociais gerados pela exploração de minérios, petróleo e gás estão custando às empresas milhares de milhões de dólares por ano. Uma única companhia registrou custos superiores a US$ 6 bilhões em dois anos, de acordo com a primeira investigação arbitrada sobre o peso econômico desses enfrentamentos para as indústrias extrativistas. O projeto de exploração de ouro Pascua Lama, na fronteira entre Chile e Argentina, consumiu US$ 5,4 bilhões durante dez anos de protestos e irregularidades. A empresa canadense Barrick Gold não extraiu uma única onça de ouro e a obra foi suspensa em abril do ano passado por determinação da justiça chilena.

A LUTA DOS ATINGIDOS POR MINERAÇÃO

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No Brasil, a atividade de mineração desenvolvida por 52 empresa de grande, médio e pequeno porte já afeta 1 milhão de pessoas. No Brasil, a atividade de mineração desenvolvida por 52 empresa de grande, médio e pequeno porte já afeta 1 milhão de pessoas. Desse contingente, parcela considerável estaria no Pará em zonas urbanas e, sobretudo, rurais. Isso porque nos últimos 30 anos, dos 32 eventos minerários ocorridos na região amazônica, 31 foram no estado paraense e apenas um no Amapá. Tal situação já transforma a vida de milhares de agricultores. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no sul e sudeste paraense todos os assentamentos organizados pelo movimento sofrem impactos da mineração.

COMUNIDADES SE ARTICULAM PARA ENFRENTAR AVANÇO DE MINERADORAS NA REGIÃO DE PAULISTANA (PI)

Comunidades rurais da região de Paulistana (PI) se reuniram para discutir estratégias de enfrentamento ao avanço de mineradoras  sobre propriedades de famílias camponesas. A reunião aconteceu em Caititus, povoado de Curral Novo, no último sábado 28.  Com a presença de mais de 80 camponeses e camponesas, o momento serviu também para que os participantes pudessem contar casos de abusos cometidos por funcionários de mineradoras que estão realizando pesquisas na região.  Como o que foi relatado pela agricultura Maria Luzinete Carvalho, moradora do povoado Sítio do Juá, em Curral Novo.  De acordo com a camponesa, empregados de uma empresa mineradora estão tentando coagi-la a vender sua propriedade por um preço abaixo do mercado.  “Eles estão ameaçando a gente. Disseram que, se eu não assinasse o documento de venda da minha terra, iriam chamar a Polícia Federal para colocar a gente para fora”, contou.  Também presente não reunião,...