MULHERES CAMPONESAS OCUPAM TRÊS ÁREAS DE EMPRESAS DE CELULOSE NA BAHIA


Mais de 1.200 mulheres integrantes da Via Campesina ocuparam nesta segunda-feira (4) uma área da Veracel Celulose no município de Itabela (BA). Outras duzentas famílias ocuparam duas áreas da Suzano celulose no município de Teixeira de Freitas, abrindo assim a jornada de mobilização das mulheres no estado da Bahia.

Essas ações fazem parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres da Via Campesina, quando as mulheres camponesas promovem uma série de atividades em todo o Brasil no mês de março.


Pela terceira vez consecutiva as Sem Terra ocupam as terras de empresas de eucaliptos denunciando a sociedade a ofensiva do agronegócio e os impactos ambientais e sociais que essas empresas provocam na vida da população.

Segundo dados da Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul Da Bahia (CEPEDES), nos últimos vinte anos, as empresas Veracel, Fíbria e Suzano se apropriaram de aproximadamente um milhão de hectares de terras só nessa região. Como resultado disso, os impactos sociais e ambientas estão explícito no retrato deste território.

A Larga escala desta produção - também conhecida como deserto verde - provocou uma intensa destruição da biodiversidade, pois em seu sistema não sobrevivem outras espécies de plantas, além de causar a degradação e contaminação dos recursos naturais, hídricos e dos solos.

“No entanto, essas empresas vendem uma imagem de desenvolvimento no campo, ocultando a problemática causada e sugando do estado recursos públicos de investimentos para exportar a celulose derivada de seus extensos plantios de eucalipto”, afirma Eliane Oliveira da direção estadual do MST.

Em contraposição a essa dominação, as mulheres camponesas levantam a bandeira em defesa da agrobiodiversidade e da reforma agrária, reivindicando do estado investimentos na pequena agricultura e na produção de alimentos saudáveis necessários para o desenvolvimento sadio da população brasileira.

Nos últimos quatro anos os trabalhadores rurais do MST travam uma intensa luta contra o monopólio da terra por parte das empresas, contabilizando até agora 22 ocupações. “Se as empresas não sinalizarem um processo de negociações com êxito, poderá chegar até 30 ocupações até a jornada de abril”, disse Eliane Oliveira.

Fonte: mst.org.br


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

“Nós vamos ficar com a morte e a doença”: Em Sento Sé (BA), comunidades ribeirinhas temem empreendimento de mineração

Centenas de famílias estão na rua após despejos violentos em acampamentos do MST

Mineração: uso de explosivos aterroriza comunidade de Angico dos Dias